Thursday, January 22, 2015

Há, é o que mais há, os filmes com final feliz, que são uma grande mentira. E há, também são muitos, os filmes com final infeliz, que são uma grande redundância. Menos conhecidos são os filmes com "desfecho justo", e aliás só me lembro dum (o L'Argent do Bresson): a luz apaga-se, e é só isso.

(mas que isto não distraia ninguém, voltem um post abaixo ao Arvo Pärt, que, "Dans le Noir du Temps", e sem esta coisa detestável que são as palavras, é mais eloquente).

Wednesday, January 21, 2015


Tuesday, January 20, 2015

Incipit lamentatio


Perdão pelo voice-over em russo, é o que há.

Eu era

A partir de certa altura vamos pensando em nós próprios, com crescente insistência, no pretérito.

Le Petit Theatre de LMO

Por absoluta coincidência, na minha mesa de cabeceira há neste momento um Céline por cima dum Jünger. Não há desespero mais autêntico - quer dizer, mais digno de confiança - do que o dos "escritores fascistas".

Impuissance de la parole

"- Qu'est-ce qu'il nous reste encore?
 - Nous nous sommes embrassés"

Puissance de la Parole, JLG, aqui em baixo:




Monday, January 19, 2015

"How I dearly wish I was not here".

Blue monday


Je suis Charlie


Sunday, January 18, 2015

Ponto de vista


Going down in flames


O desfecho mais espectacular de um combate aéreo durante a II Guerra. O arco descendente, laranja e preto, dispensava a espera pelo momento em que o avião abatido atingisse o chão. Ainda estava no ar e já era um "confirmed kill". Como nem sempre o piloto responsável pelo disparo se apercebia imediatamente do resultado (porque a necessidade de uma manobra evasiva o fazia perder contacto visual com o alvo) os seus companheiros de esquadrilha asseguravam-no via rádio com a exclamação mais entusiasmada que podia haver durante um combate: "he's going down in flames!". Durante a Batalha de Inglaterra, por exemplo, aldeias inteiras sentavam-se em cadeirinhas, como no teatro ou no cinema mas a olhar para o céu, à espera de momentos destes.

Cair em chamas: a melhor maneira de cair. A mais espectacular para os observadores neutros, a que mais satisfação traz a quem deu o tiro decisivo.

The man in black

"- Porque é que te vestes sempre de preto? Parece que vais para um funeral.
 - Talvez vá. Talvez vá."
"Ah, they'll never, they'll never ever reach the moon,
At least not the one that we're after;
It's floating broken on the open sea, look out there, my friends,
And it carries no survivors."

Friday, January 16, 2015


Thursday, January 15, 2015


coisas que nunca falham: é com o pior filme do Wes Anderson que se prepara a sua "consagração".

Há coisas que começam a falhar demasiado. American Sniper: Clint, you should stop. Stop, ao menos, com as hagiografias*

* O Wings of Eagles é de 1957, o que quer dizer que desde 1957 que não há nenhum Wings of Eagles. Deve haver boas razões para isso.




















Filmes de aviadores (e não necessariamente "de aviões", que nos filmes que vou citar até se vêem pouco) foram nos anos 30. A grande rima é entre o "Last Flight" do Dieterle, no princípio da década (1931), e o "Only Angels Have Wings" do Hawks a fechá-a (1939). Apesar dos voos, são ambos filmes sobre aviadores em terra, todos um bocado queimados, literal e metaforicamente. E há um rima interna, muito directa, pouco me importa se fortuita, concentrada nas personagens de Richard Barthelmess, o actor mais triste do mundo, que está nos dois filmes: no "Last Flight" uma ferida nas mãos impede-o de segurar no copo como os outros; no "Angels", perto do final, uma ferida nas mãos impede-o de segurar no copo como os outros.

Vladimirs Gorgocs

Um mail do Facebook pergunta-me, em título da mensagem: "conheces Vladimirs Gorgocs?"

Não, não conheço Vladimirs Gorgocs nenhuns, mas abrir o email e ler esta pergunta fez-me rir, pelo que agradeço aos Vladimirs Gorgocs todos.